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Para ter em consideração – Bebés

Há de chegar um dia em que um dos teus amigos ou colegas começam a ter filhos. Que momentos de felicidade (ou não, depende). Prossegue-se logo ao ritual de apresentar a cria a todo o clã, seja por visita ou por fotografia.

O bebé é feio! Saí bicho! 

Mal se vé a criança de relance, já se começa a ter medo. Só para depois confirmar quando olhamos para ele diretamente –  “Fogo a criança parece um cotovelo”, “joelho” ou parece um “anão de fraldas após ter tomado a medicação”. Lá tenta-mos controlar o vómito e começamos a procurar parecenças com os Pais para que o bebé se torne mais bonito. Frases como “Tem os olhos da mãe” só serve para enganar os Pais que esperam que se lhes diga “O bebé é mesmo lindo”. É nesse momento que a pessoa faz um sorriso forçado e diz ‘é parecido com o pai’ (pois.. o pai ou mãe são feios).

P.S- Ninguém deve ficar melindrado pelos seus amigos dizerem que o seu filho/filha é feio! Ele vai crescer e na mesma forma que encontrou um parceiro ou parceira ele também vai encontrar. O que importa é que seja feliz.

P.S- Os bébés são bébés, criaturas cujos os pais poderão passar horar a tentar ver parecenças para depois chegarem à conclusão que são mais parecidas com o gato.

Comparar os animais com as bebés

Depois de todas as colegas/amigas/conhecidas terem tido todos os seus rebentos e estarem sempre  a falar deles. Chega o momento em que aqueles, que não têm bebés, começam a falar dos seus animais “domésticos” ou “familiares de quatro patas”. Normalmente começam para desenjoar sobre a conversa dos bebés mas torna-se rapidamente numa seca de 2 horas – “o gato foi ao bacio”. Sim, é verdade, os gatos comem, cagam e saltam para todo o lado. Afinal todos os animais fazem o mesmo.

P.S- Nós compreendemos porque as pessoas preferem os animais. Ao contrário dos filhos que se podem tornar uns ingratos, os animais são aquilo que sempre foi. E se não gostarem deles podem sempre deixar a porta aberta (não é no sentido literal, não quero queixas da PAN).

P.S- Um animal doméstico nunca será um ser humano. Faz companhia, isso é verdade.

Pais exageradamente protetores!

Esta é uma nova moda, pais sempre ligados no Facebook e em todas as redes sociais. Cheios de medos que as pessoas mal intencionadas possam usar um algoritmo nas imagens e pelo GPS triangularem a localização que acabam por partilhar. Pior metem a foto da criança com um emoji na cara, por exemplo um hambúrguer gigante… O contra-censo é enorme.

Pais de Portugal, isto é para vocês, se têm medo – NÃO PARTILHEM AS FOTOS. Melhor, não partilhem NADA, até terem idade adulta.

Dica #1 – Façam como eu, “Não seguir” no Facebook – mantêm a amizade mas não sabem que ignoras todas as fotos que inserem (win, win).

A parecença!

É mais um tópico de grande discussão, ele “é parecido com o pai ou com a mãe?”, começa com isto e termina sempre no tio-avó do lado da mãe, que numa fotografia no batizado em 1920, de lado com vista para cima e a preto-e-branco é parecido com o bebé que estamos a ver pela primeira vez. Mal conhecemos os Pais e muito menos o familiar que fazem referência. Claro que as parecenças são as mesmas que encontra no bébé das caixa do “Nestum” ou da “Dodot” que existem desde 1940 .
O problema é que comparam tudo, até os ruídos normais enquanto ser vivo –  “ohhh arrotou parece mesmo o pai”; ou -“deu um pun (ou peido, para os do norte) parece mesmo com o avó”. Caríssimos os bebés são bebés, comem, bebem, choram e riem-se, são assim durante uns anos até crescerem.

Dica #1 – Quando começarem com esta conversa, mudem rapidamente de tema, falem sobre trabalho, não existe melhor forma para os amigos/colegas ficarem com má cara.